HQ “ISOLADO – UMA HISTÓRIA DA QUARENTENA”, por Bruno Alves

A história em quadrinhos “Isolado – Uma História da Quarentena” é protagonizada por Rogério Silva, um professor de Letras de uma faculdade particular e seu retorno as atividades acadêmicas após suas férias.

Página de “Isolado”. Rogério, cuidado com o que você deseja…

No entanto, Rogério está sobrecarregado com a quantidade de disciplinas e as demandas do mestrado e por isso praticamente não descansou. Rogério é namorado de Vitória, estudante de Biologia prestes a se formar e que vai passar quatro meses no Rio de Janeiro participando de uma pesquisa.

Tudo parecia correr normalmente até que, em março de 2020, uma pandemia tomou o mundo de assalto.

Vitória já tinha viajado e fica presa no Rio de Janeiro. Rogério fica longe dos pais.

Sozinho no seu apartamento, finalmente Rogério tem o tempo que tanto precisava para organizar sua vida – afinal, não foi isso que tanto pediu?

Rogério descobrirá que aquele velho clichê tem um pouco de verdade: cuidado com o que você deseja.

Capa da hq “Isolado – Uma História da Quarentena”

Isolado – Uma história da quarentena” é um pequeno conto sobre nosso tempo atual de emergência sanitária e de como ele afeta, de maneira profunda, as nossas vidas.

Essa hq é resultado do projeto que foi aprovado pela Lei Aldir Blanc por meio do edital Criação, Fruição e Difusão da Fundarpe-PE.

A hq, no formato de arquivo PDF, tem 73 páginas e conta com alguns extras e é totalmente gratuita. Você pode fazer o download dela clicando no link abaixo!

Boa leitura!

Fazendo uma hq: um pequeno passeio pelos bosques da criação

Como se faz uma hq?

Bem, depende.

Embora exista uma bibliografia especializada que apresenta métodos para a criação de uma história em quadrinhos (seja focando apenas no roteiro ou em todo o processo – roteiro, arte, diagramação, etc.), o passo-a-passo para fazer uma hq vai depender de quem a está produzindo.

Isso também varia de acordo com a quantidade de pessoas envolvidas – isto é, se a hq é feita por apenas um artista ou se há outras pessoas envolvidas.

Eu, por exemplo, mudo a forma de como planejar uma hq de acordo com o processo de produção da mesma. Explico: se eu mesmo for desenhar a minha história, não preciso fazer aquele roteiro básico que apresenta o texto dividido em descrição dos requadros (ambientação, ação dos personagens, onomatopeias, etc) e os diálogos: faço um esboço à lápis em papel A4 já com as ideias para as páginas e os textos e a partir daí vou ajustando até chegar ao que idealizei para a narrativa.

Se, por outro lado, vou enviar minha história para outro desenhista, faço o dever de casa mandando o roteiro padrão e algumas sugestões de narrativa visual – algumas eu indico que não devem ser alteradas e outras eu deixo livre para o desenhista.

E isso também varia de desenhista para desenhista: com o meu amigo Romo, por exemplo, geralmente faço o roteiro já quadrinizado, bem rascunhado, mas com indicações de texto, posicionamento dos balões e dos personagens, mas deixo totalmente aberto para que ele narre visualmente a historia como achar melhor – nesse caso, a confiança mútua é imprescindível!

TÁ, MAS… E NA PRÁTICA?

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